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Mercado de TI no Brasil deve crescer acima da média mundial em 2016

04/07/2016

É o que garante o estudo realizado pelo Mercado Brasileiro de Software e Serviços 2016, produzido pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) em parceria com a IDC


O estudo Mercado Brasileiro de Software e Serviços 2016, produzido pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) em parceria com a IDC (International Data Corporation), mostra que o Mercado de TI no Brasil, incluindo hardware, software e serviços, aumentou 9,2% no ano passado, contra os 5,6% da média global de crescimento.

 

Segundo o IDC, no ranking de investimento no setor de TI na América Latina, o Brasil se manteve em 1º lugar, com 45% dos investimentos, somando US$ 59,9 bilhões, seguido por México (20%) e Colômbia (8%). Responsável por quase metade dos investimentos em TI na região, o Brasil mantém uma liderança regional relevante.

 

Ao fragmentar os investimentos por setor, o Mercado de Serviços de TI no Brasil cresceu 8,2%, em relação ao ano de 2014, com investimento de U$ 14,3 bilhões, e o de Software, que foi o responsável pelo aumento da média da taxa de crescimento de TI no ano passado, cresceu 30,2%, com investimentos de U$ 12,3 bilhões. Além disso, o Mercado de Hardware brasileiro bateu a marca de U$ 33,4 bilhões, atingindo um crescimento de 6,3%, o menor entre os três setores.

 

Brasil é 6º no ranking mundial

 

Considerando os investimentos em TIC (TI + Telecom), que cresceram 4,3% no ano passado, e somaram mais de US$ 3,7 trilhões, o Brasil perdeu uma posição, e agora aparece em 6º lugar, no ranking mundial, com investimentos de US$ 152 bilhões no ano de 2015. No entanto, ainda fica próximo a países que são destaques na economia mundial, como Alemanha (5°) e Reino Unido (4°). Os Estados Unidos lideram também este ranking, seguidos pela China e pelo Japão.

 

No mercado mundial de Investimentos em Software e Serviços, que totalizou US$ 1,124 trilhão, o Brasil se coloca na 8ª posição, com US$ 27 bilhões, antecedido pelo Canadá (US$ 32 bi), China (US$ 34 bi), França (US$ 48 bi), Alemanha (US$ 67 bi), Japão (US$ 77 bi), Reino Unido (US$ 83 bi) e Estados Unidos (US$ 470 bi). Considerando o território brasileiro, a região sudeste representa 60,44% da distribuição regional do Mercado Brasileiro de TI. As regiões Nordeste (10,72%) e Centro-Oeste (10,64%) seguem em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

 

Em 2015, foram identificadas 13.951 empresas atuantes no Mercado Brasileiro de Software e Serviços, sendo que quase metade delas (41,1%) são dedicadas à distribuição e comercialização desses recursos. As outras representam empresas de desenvolvimento e produção (31,6%) e prestação de serviços (27,3%). Além disso, as empresas dedicadas ao desenvolvimento e produção, no Brasil, totalizam 4.408 negócios e podem ser divididas por porte, sendo: microempresas (45,62%), pequenas empresas (49,02%), médias empresas (4,33%) e grandes empresas (1,03%).

 

5 tendências

Além dos resultados do estudo, a consultoria listou algumas tendências tecnológicas que vão influenciar as empresas no Brasil nos próximos meses. Confira 5 tendências que prometem revolucionar o setor.

 

  1. Migração para o digital. De acordo com a IDC, mais da metade (54%) das médias e grandes empresas brasileiras embarcarão em projetos de transformação digital ao longo de 2016, o que deve impactar muitos investimentos em contratação de soluções de cloud, big data, mobile e social.
  2. Estagnação dos dispositivos. A consultoria projeta que, ao longo dos próximos meses, sejam comercializados algo próximo a 40 milhões de celulares, 6 milhões de PCs e 5 milhões de tablets, números bem abaixo dos registrados no passado recente. A expectativa é que comecem a emergir compras de novos tipos de dispositivos, como impressoras 3D, tecnologias vestíveis, drones e equipamentos de realidade virtual aumentada.
  3. Internet das coisas (IoT). Até aqui, se ouviu bastante sobre o assunto. Agora, a expectativa é que fornecedores de hardware e provedores de plataforma ajudem a alavancar a aplicação do conceito.
  4. Bancos de bolsos. Os pagamentos realizados por meio de dispositivos móveis devem ganhar tração. Segundo o IDC, o contingente formado pela população que ainda não faz parte do sistema financeiro formal, deve fomentar uma economia cada vez mais balizada por apps e smartphones.
  5. Cloud Computing. Pelas projeções da consultoria, o mercado de nuvem no País crescerá muito mais rapidamente do que o restante da indústria de tecnologia. Isso porque a TI passa a ser vista com uma área de custo variável, que precisará adequar recursos de acordo com a demanda. E a elasticidade da nuvem endereça perfeitamente a esse desafio.

 

 

 

 

 

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