início / blog

Empresa tecnológica

A nova economia tem sido moldada pelas transformações da sociedade e dos negócios, impulsionada pela tecnologia, embora exista uma discussão filosófica se a humanidade impulsiona essa ciência ou vice-versa

Postado em 20 de setembro de 2022

por, Marcelo Lorencin.

O conceito de EBT (Empresa de Base Tecnológica) já faz parte do mundo empresarial há um certo tempo. São diversas as definições científicas, todas elas de uma forma central, trazendo a tecnologia como cerne dos negócios.

Segundo Valerio Netto (2006), trata-se de empresas que adotam novas tecnologias no seu processo produtivo, incluindo tanto empresas produtoras de bens, quanto de serviços com alto conteúdo de conhecimento. Outra literatura fala em “empresas que realizam esforços tecnológicos significativos e concentram suas operações no desenvolvimento de novos produtos” (PINHO; CORTES; FERNANDES; 2002).

Já o Sebrae e a Anprotec se referem a EBT como “empreendimento cuja fundamentação da atividade produtiva é baseada na aplicação sistêmica de conhecimentos científicos e tecnológicos em novos produtos e processos...”.

Estes conceitos são, na verdade, uma evolução de conceitos anteriores, frutos da revolução industrial, que eram indústrias tradicionais, modernas e de tecnologia de ponta. Porém, ouso afirmar que a revolução 4.0 que estamos vivenciando não mais separará as categorias de empresas. Afinal, todas elas servirão de alguma forma como base tecnológica, e a sobrevivência e longevidade das organizações será garantida pela própria evolução da tecnologia.

Também vale destacar que a nova economia tem sido moldada pelas transformações da sociedade e dos negócios, impulsionada pela tecnologia, embora exista uma discussão filosófica se a humanidade impulsiona essa ciência ou vice-versa.

Mas, deixemos essa discussão para outro artigo. O importante é participar de forma ativa e protagonista desta revolução e, assim, fazer parte da nova economia, pois a antiga, tal como a conhecemos, fará parte dos livros de história. Por isto, é fundamental que todo profissional, empresa, cidade, estado e país esteja integrado em um ecossistema que traga relevância para o futuro. Aliás, não é por menos que a tecnologia é hoje uma das grandes preocupações de todos os CEOs do mundo.

Em suma, o universo on-line quebrou barreiras, bem como trouxe o empoderamento do consumidor, que passou a querer uma experiência de consumo individualizada, de acordo com suas preferências, sem barreira de tempo e espaço, tal como é o mundo que estamos inseridos.

A ciência de dados e a inteligência artificial, entre outras tecnologias, potencializarão o racional humano exponencialmente, abrindo fronteiras tanto para o que no passado recente era tema de ficção cientifica, como para evolução permanente de produtos e serviços que consumimos para a nossa existência atual e futura.

É isso que permitirá à humanidade continuar evoluindo, gerar riqueza e existir. Inclusive, a Apeti (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação), completou este mês, 19 anos de atuação. Com o espírito de ecossistema integrado, por meio do elo regional, com o Parque Tecnológico de Rio Preto, trabalha com a Acirp, o Ciesp, o Sebrae, as Instituições de Ensino e o Governo Municipal e Estadual, levando São José do Rio Preto rumo a essa nova economia.

Marcelo Lorencin, Diretor Presidente da Apeti (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação).


https://www.diariodaregiao.com.br/opiniao/artigos/empresa-tecnologica-1.1005315


Compartilhe:

Quer falar com a gente? Entre em contato com a [Apeti]