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Tudo como um serviço

“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante...”. Acredito que ouvi essa música do lendário
Raul Seixas centenas de vezes na minha infância. O motivo não é somente pela música ser
boa, mas, principalmente, porque o conjunto de discos em casa era bem limitado. Afinal, era
necessário adquirir uma cópia caso quisesse reproduzir.

Postado em 20 de abril de 2021

“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante...”. Acredito que ouvi essa música do lendário Raul Seixas centenas de vezes na minha infância. O motivo não é somente pela música ser boa, mas, principalmente, porque o conjunto de discos em casa era bem limitado. Afinal, era necessário adquirir uma cópia caso quisesse reproduzir.

Atualmente, a variedade de músicas que me acompanha na assinatura do aplicativo de streaming me permitiria ouvir canções até o final da vida, sem repetição. Esse modelo de negócio está revolucionando o mercado e é uma tendência sobre como e o que estamos consumindo.

Já imaginou morar em uma cidade por mês, mudar de carro toda semana, trabalhar em um escritório diferente ou dormir em um veleiro? Tudo isso está disponível com valores muito acessíveis em comparação a possuir esses bens. Nos últimos anos, tenho observado uma transformação dos hábitos de consumo: há uma diminuição do interesse pela posse em relação ao uso.

No escritório, a impressora, a máquina de café, as cadeiras, as mesas e as salas. Em casa, os filmes, as séries e os livros. Esses são exemplos de itens que uso, mas não possuo. Tudo isso consumido por meio de assinaturas disponíveis a apenas um clique, a qualquer hora e lugar.

Essas mudanças, além de democratizarem o acesso a muitos produtos que seriam praticamente limitados apenas para a parcela mais rica da sociedade, abrem uma janela de oportunidade para quem busca crescer nessa transformação do modo de consumo.

Quando vejo o ar-condicionado instalado, imagino: "Será que preciso do equipamento ou somente de um clima agradável dentro de casa?". Ou seja, imagine quantos aparelhos têm potencial para serem transformados em serviço.

Para permitir uma excelente experiência ao consumidor, a tecnologia precisa estar presente, principalmente nos momentos de maior aperto. Um bom exemplo é quando a empresa, dona da impressora de um escritório, permite realizar a abertura de chamado por um aplicativo, que automaticamente detecta o técnico mais próximo, caso qualquer problema aconteça. O cliente acompanha a chegada do técnico equivalente a um aplicativo de mobilidade urbana. Manutenção realizada e, se precisar substituir o equipamento, isso é feito imediatamente, sem custo adicional. Afinal, o que é contratado é o serviço de impressão, não a compra da impressora.

Nesse exemplo, a fluidez e agilidade proporcionadas pela tecnologia oferecida na realização do serviço permite que tenhamos muito mais segurança, praticidade e produtividade.

Com tantas mudanças ocorrendo no nosso dia a dia, o que menos queremos é possuir coisas que atrapalham a nossa flexibilidade e liberdade. Já experimentou optar pelo uso, pelo serviço e pela experiência ao invés da posse? Afinal, mais do que nunca, sabemos que somos “uma metamorfose ambulante”.

por Eduardo Luiz Santos  - Diretor financeiro da Apeti (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação)


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